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Archive for April, 2011

Sobrenatural (Insidious) 2010

April 29th, 2011 No comments

Crítica: Novo terror com casa assombrada mistura o estilo atual de Atividade Paranormal com a criatividade e ousadia dos anos 1980, misturando fantasmas, demônios, possessões e crianças numa trama equilibrada, mas que ás vezes cede ao excesso. Admito que este  foi o primeiro longa que eu assisti vendo que algumas pessoas ainda se retiravam do cinema enquanto algumas crianças choravam.

Uma família, que acabou de se mudar para uma casa nova, descobre que um espírito do mal está dentro da casa ao mesmo tempo em que o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o menino, eles se mudam novamente e percebem algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava mal-assombrada.

É interessante que a renovação dos filmes de terror tenham acontecido mais agora, depois que os americanos descobriram a fonte japonesa para espítiros vingativos muito cabeludos, é legal que um filme como Atividade Paranormal, onde não é mostrado quase nada, ainda assuste a platéia. Os criadores do mesmo aproveitaram tudo o que aprenderam sobre impressionar as pessoas quando lançaram Jogos Mortais (Saw) e Atividade Paranormal (Paranormal Activity). A diferença é que este filme volta a mostrar fantasmas e monstros com aparências bem trabalhadas, algo que os fãs do terror estavam sentindo falta, afinal o bom dos anos 1980 era a criação de cenários e criaturas impossíveis, isso sim é algo que me chama atenção, pois revela o empenho da direção de arte, uma peça muito útil, mas que fica a desejar em várias produções (as de Michael Bay poderiam parar de tentar combinar tudo nos cenários). Destaque para a aparência do demônio, ele parece ter sido baseado nas descrições bíiblicas contendo alguns traços de pintura africana.

O começo do longa remete demais às narrativas da série Amityville, com a clichê apresentação feliz da família percebendo que algo está errado na casa, mas, ainda bem, isso não dura muito tempo (só a abertura monótona que ainda chega a irritar). O filme vai muito mais além de Amityville, apesar de voltar com trama semelhante na primeira metade. As primeiras aparições são muito inteligentes, sem mostrar muita coisa. Destaque para a cena do quarto do bebê, onde a mãe vê um homem atrás do berço. É o tipo de cena que já deveria ter sido mostrada com o mesmo impacto em outras produções, finalmente os diretores perceberam que a sutilidade é o melhor caminho para assustar, que não vale muito a pena colocar algo muito grotesco. É como se você visse um rosto onde não tem, isso faz mais sentido.

Infelizmente, o clímax não empolga tanto quanto a metade, onde ainda não há tantas aparições, deixando a história com um ar de mistério sem apelação. Ao contrário dessa metade, o clímax lembra o clipe Triller do Michael Jackson, há fantasma para tudo que é lado. Em compensação, o roteiro é inteligente, misturando possessão demoníaca com projeção astral. Ainda há uma relação com imagens, nelas alguns espíritos podem ser vistos, mas essa parte é muito mais bem trabalhada do que o fraco Imagens do Além (Shutter).

O elenco não é ruim, cumpre seu papel sem atuações marcantes, a que ainda destaco é a participação da atriz Lin Shaye (uma veterana, já havia participado de A Hora do Pesadelo, Amityville 5, 2001 Maníacos, etc), que interpreta a paranormal Elise, a atriz tem ótimas cenas e mostra que sua personagem oscila entre a responsabilidade e educação, afinal sua primeira aparição é super alegre para depois demonstrar sua firmeza na profissão. Fora que ter uma exorcista mulher quebra o clichê, pois não precisa sempre manter aquela caricatural postura incorruptível ou melancólica.

Sobrenatural não traz muitas novidades, porém  faz uma condensação do que há de melhor nos filmes de terror, desde criaturas horríveis a crianças possuídas. O diferente é o alívio cômico, quando a platéia não está gritando, fica rindo, algo raro nos longas atuais. É torcer para que esse retorno aos anos 1980 influencie as próximas produções, para não ficarmos só com a história da repórter ou profissional corajosa que pretende solucionar o passado dos monstros. Em Sobrenatural, eles optaram por colocar elementos passados, que funcionaram, quem vem acompanhando a trajetória do cinema de horror saberá reconhecer e verá que o trabalho do roteiro foi bem feito e não fica tanto a desejar, o vejo como uma homenagem às décadas passadas, provando que ainda há coisas que funcionam na atual.

Direção: James Wan.

Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey, Angus Sampson, Ty Simpkins, Andrew Astor, Lin Chaye.

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Floresta Negra – Branca de Neve: Um Conto de Terror (Snow White: A Tale of Terror) 1997

April 23rd, 2011 No comments


Crítica: Com a volta dos contos-de-fadas à moda (através de A Garota da Capa Vermelha e A Fera) aliada à rivalidade entre a Universal e Relativity Media (ambas produtoras desenvolvem diferentes versões adultas de Branca de Neve), decidi falar sobre a adaptação mais sombria feita até agora da história, que inclui muito mais sangue do que a narrativa meiga dos Irmãos Grimm.

Na época das Cruzadas, um nobre e sua esposa grávida sofrem um acidente, mas ele consegue salvar a criança. Algum tempo depois, ele decide se casar novamente, sem imaginar que sua nova esposa praticava bruxarias e que com o tempo perseguiria a enteada. É interessante que o slogan do filme seja “O conto de fadas acabou”, porque Floresta Negra parece ter sido feito cuidadosamente para não deixar de ser fiel ao conto original. Os elementos conhecidos estão lá, porém o longa vai muito mais além, tentando explicar o porquê de certos comportamentos das personagens. O elenco foi cuidadosamente selecionado, apesar do filme ter sido feito para TV. Sigourney Weaver (a eterna tenente Ripley da série Alien) tem uma performance incrível, realmente assustadora, sua atuação é digna de prêmio. Numa certa cena é repetida a famosa frase de que a ex-rainha grávida queria uma filha que tivesse a pele branca como a neve, os cabelos negros como o ébano e os lábios vermelhos como o sangue, Monica Keena tem tudo isso e se torna o estereotipo perfeito de princesa da Disney, mas não é por isso que não passa por dificuldades, são raras as cenas em que ela não está gritando.

As pessoas estão acostumadas a lembrarem da história sempre com a maçã, mas essa não foi a única tentativa de assassinato, a madrasta Cláudia (Weaver) é capaz de tudo para matar a garota, até mesmo de envenenar o castelo inteiro. Weaver tem momentos ensandecidos no longa e faz uma vilã verdadeiramente cruel, só para vocês terem noção: quando o caçador chega com os restos dizendo ser da menina, Cláudia faz um ensopado e coloca para o pai da princesa comer na janta. A cara que ela faz mastigando a carne com o maior prazer é única.

A personagem da madrasta é muito interessante, há muito mais do que inveja, o começo do filme é voltado principalmente para explicar a origem de todo esse ódio, afinal dá para perceber o clima tenso que há entre Lilly (Monica Keena) e Cláudia desde o segundo casamento do pai. O espelho mágico tem grande importância na trama, mas dessa vez ele é amaldiçoado e mostrado como se fosse um espírito maligno dando ordens a Cláudia. Os anões são trocados por mineradores sujos. O príncipe está lá, mas é um inútil.

A direção de arte ficou muito boa, sempre tentando lembrar que não haviz luz elétrica naquela época, iluminando tudo com velas, dando um clima ainda mais sombrio. Diferente de A Companhia dos Lobos, onde a psicanálise é o maior foco, essa adaptação não teve a intenção de fazer um estudo detalhado, mas há alguns momentos intrigantes que insinuam o Complexo de Édipo de onde Lilly está saindo e sua busca por um interesse romântico diferente. Algumas críticas à igreja são feitas mais de uma vez e ainda ocorre uma citação à peste negra, dando uma melhor localização de onde tudo está se passando.

Apesar de ser ignorado pelas produtoras atuais e não ter sido lançado em DVD no Brasil (de vez em quando passa na Record), Floresta Negra vive na lista das melhores adaptações de contos-de-fadas para adultos. A princesa passa por momentos terríveis, desde o rosto rasgado até uma tentativa de estupro (porque os mineradores não eram tão ingênuos assim). Contendo um dos finais mais sangrentos, acabando com a lenda de que Branca de Neve sempre foi algo infantil.

Diretor: Michael Cohn.

Elenco: Sigourney Weaver, Monica Keena, Sam Neill, Gil Bellows, Taryn Davis, Brian Glover, David Conrad, Anthony Brophy, Frances Cuka, Christopher Bauer, John Edward Allen.

Trailer

Pyramid Head em Silent Hill: Revelation 3D

April 18th, 2011 No comments

Vazou uma foto que mostra uma cena de bastidores do Silent Hill: Revelation 3D, nela vemos um vilão clássico da serie chamado Pyramid Head, para ver clique aqui.