A Inquilina (The Resident) 2011


Crítica: Suspense com a Menina de Ouro (atriz Hilary Swank) provoca mais risadas do que apreensão, numa história previsível que não traz nenhum acréscimo para o gênero. A primeira meia-hora que deveria solidificar uma compreensão do telespectador a cerca das personagens só faz cansar e a impressão que fica é que o filme só começa após um bom tempo.
O diretor Antti J. Jokinen ainda é novato no mundo cinematográfico (até então, dirigia séries e documentários para TV), mas escorregou feio ao apostar em fórmulas já exploradas demasiadamente. Os clichês são tão evidentes que se tornam cômicos, agora a vítima não apenas cai quando está sendo perseguida, como também bate “de cara” na parede. A velha história da mulher divorciada, que sofre com a separação, já foi explorada de todos os ângulos em várias outras produções, tal qual a típica paixão obsessiva que faz um maluco perseguir a protagonista. Algumas cenas perdem-se num amontoado sem importância, há uma cena (não tão curta) na qual a mulher está passando creme no corpo, admito que não me surpreenderia caso surgisse após aqueles instantes algum anúncio Dove.
Apesar da previsibilidade latente, A Inquilina ainda consegue imprimir tensão em algumas (raras) cenas, alcançando, provavelmente por isso, o direito de ser exibido nos cinemas. De importante podemos ressaltar os fatos: produção da HAMMER (que ressuscitou recentemente com o remake Deixe Ela Entrar) e a participação de Christopher Lee (conhecido por já ter interpretado Drácula). É uma pena que uma atriz tão talentosa quanto Hilary Swank tenha participado de um projeto tão carente de originalidade.
Direção: Antti J. Jokinen.
Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Lee Pace, Christopher Lee, Aunjanue Ellis, etc.
Trailer: