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A Centopeia Humana: Primeira Sequência (The Human Cetipede: First Sequence) 2010 (Repostagem/Estreia do novo formato)

60%

Crítica (novo formato)

Introdução: Devido a reações negativas em relação à meu post sobre o filme “A Centopeia Humana”, fiquei refletindo sobre o que tinham achado de tão ruim no filme, por bom senso, resolvi assistir o filme mais uma ou duas vezes pra chegar à uma conclusão, e cheguei: vocês estavam certos, não em tudo, mas estavam.

Fiquem de olhos bem abertos, está começando mais um post!

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O filme: O roteiro é simples, Dr. Heiter (Dieter Laser) é um médico louco que sequestra pessoas para fazer uma experiência não muito convencional com elas, um tipo de união entre mucosas (cu, boca, cu, boca, cu, especificamente) para o fim de criar uma espécie de centopeia, criativo né? Também acho. O problema é que ao assistir três vezes percebi que a criatividade do filme é de certo ponto mal explorada e se compromete muito por seu ritmo, tudo acontece muito lentamente e o tédio predomina em boa parte do filme. A falta de conteúdo acaba ficando muito visível, são muitas as cenas extensas e desinteressantes, ainda por cima, os personagens tem personalidade e emoções pouco explicitas e a fotografia meio fosca as vezes incomoda, mas o que mais irrita é a falta de impacto, que era o principal objetivo da projeção.

Essa falta de impacto na minha opinião vem da má exploração dos únicos elementos bons do filme, sendo uma, a experiência, que poderia tornar o nojento mais nojento ainda se usasse de recursos como computação gráfica para lidar com o procedimento de forma mais explícita (deixando as ataduras de lado, se é que você me entende) e explorar mais abusivamente o sofrimento das “cobaias”, a outra, o personagem de Dieter Laser, que devia se aprofundar mais quando fala de suas causas, teorias e objetivos para conseguir transmitir melhor a ideia de insanidade que seu personagem tenta passar.

Vem aqui cachorrinho, vem aqui!

Vale ressaltar que algumas cenas são realmente cômicas, como quando o médico trata a centopeia como um cachorro, e eu sinceramente não sei dizer se isso é um defeito ou não, mas risos provavelmente não podem ser levado como ponto negativo. Já que tensão, em momento algum o filme passa, porque não suprir com outra coisa?

Conclusão: Como pontos positivos, algumas cenas conseguem dar certa repulsa e a cena em que o médico explica como vai fazer o procedimento é até convincente e consegue passar certa frieza por sua parte.

Explicando a experiência como se fosse benéfica pra humanidade!

Em contrapartida, o filme não sabe exatamente qual é o seu lugar, pois é lento, não da medo e tem um mínimo nível de tensão, deixando ele entre o terror psicológico e a ficção cientifica sem se encaixar em nenhum dos dois, e é por isso que cheguei à uma conclusão, filme bom é filme que você suporta assistir varias vezes sem ficar entediado, esse não é o caso do “A Centopeia Humana”!

Direção: Tom Six

Estrelado por: Dieter Laser, Ashley C. Williams e Ashlynn Yennie.

Trailer