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Os 44 dias de sofrimento de Junko Furuta

December 16th, 2010 No comments

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Em novembro de 1988, a colegial Junko Furuta foi seqüestrada por quatro rapazes e mantida em cativeiro por 44 dias na casa dos pais de um deles. Para evitar a perseguição, um deles forçou Furuta a ligar para os pais dizendo que havia fugido de casa, mas que estava bem na casa de um amigo. Além disso, também foi obrigada a fingir que era namorada de um dos rapazes. Os pais do rapaz perceberam que era mentira, mas nada podiam fazer já que um dos raptores, membro da yakuza, ameaçou usar suas conexões contra seus familiares. De acordo com as declarações no julgamento, Furuta foi estuprada e espancada diversas vezes.
Torturas coletadas por meio de processo tribunal:

1º ao 10º dias: Sequestrada, mantida em cativeiro, obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes, estuprada (mais de 400 vezes no total), forçada a ligar para seus pais e dizer que tinha fugido de casa, fome e desnutrição, obrigada a comer baratas e beber a própria urina, forçada a se masturbar, forçada a se despir na frente de outros; queimada com isqueiros, objetos inseridos na vagina/ânus.

El secuestro 11º a 19º dias: Espancada inúmeras vezes, face empurrada contra o concreto, mãos amarradas ao teto e corpo utilizado como um saco de pancadas, nariz com tanto sangue que só podia respirar pela boca, halteres jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (o seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços, líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, garrafa foi inserida em seu ânus, causando ferimentos.

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La violación (003)20º a 29º dias: Não conseguia andar direito devido a queimaduras graves nas pernas, espancada com varas de bambu, fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, mãos esmagadas por pesos e unhas rachadas; espancada com tacos de golfe, cigarros inseridos na vagina; espancada com barras de ferro, forçada a dormir na varanda (no frio), espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando sangramentos.

Las torturas (001)30º a 39º dias: Cera quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros, agulhas inseridas nos seios, obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente inserida na vagina, tesoura inserida na vagina causando hemorragia grave, incapaz de urinar adequadamente, ferimentos tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar as escadas até o banheiro, tímpanos seriamente danificados, extrema redução do tamanho do cérebro.

40º dia: Pediu para os torturadores “matá-la e acabar logo com isso”.

01/01/1989: Junko saúda o Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mover-se.

44º dia: Os quatro rapazes mutilaram seu corpo com uma barra de ferro, usando um jogo de Mah-Jongg como pretexto. Junko sangrou pela boca e nariz. Queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Então, derramaram fluído de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois a queimaram. A tortura final durou duas horas.

El cadáver

Junko Furuta morreu de choque, mais tarde, no mesmo dia, com dor e sozinha. Mas nada podia comparar os 44 dias de sofrimento que passou.
Quando sua mãe ouviu a notícia e os detalhes do que tinha acontecido à sua filha, ela desmaiou. Teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial.
Os garotos alegaram não saber o quão machucada Junko estava, pensando que ela estava fingindo. Eles esconderam o corpo em um cilindro de 55 galões cheio de cimento, desfazendo-se dele em Koto, Tóquio. Por fim, os garotos foram presos e tratados como adultos, mas suas identidades foram mantidas em segredo pela Lei japonesa sobre crimes cometidos por menores.

Minha Opinião… Hoje eu estava conversando com uma tia e ela começou a me contar sobre um filme em que haviam torturas tão terríveis que ela passou mal quando terminou de assistir. Ela me disse que acredita que uma pessoa para escrever um roteiro destes teria que pensar, pelo menos uma vez na vida, em realmente cometer tais atos. Não duvido. Também acredito que eu mesma escreveria uma coleção de livros com as torturas mais angustiantes apenas com a inspiração de algumas poucas histórias que conheço. Eu sinto nojo cada vez que lembro que pertenço a mesma espécie que esses quatro seres, porque um verme é mais digno que qualquer um deles. O que essa menina sofreu não tem nome. O que essas quatro pessoas fizeram é, no mínimo, repugnante e o motivo pelo qual fizeram é de deixar qualquer um revoltado. Isto para eles era diversão.
Eu, que sou deveras vingativa, gostaria de ver pessoas como esses figuras sofrendo em praça pública o mesmo que fizeram pessoas inocentes sofrerem. Se eu fosse a mãe de qualquer vítima, de qualquer assassino, eu mesma causaria nele toda a dor que foi causada ao meu filho. Para mim esta é a verdadeira justiça, porque quem com ferro fere com ferro deve ser ferido, esquatejado, queimado, escalpelado, empalado e finalmente morto.
E assim voltamos a filosofia da minha tia: quem escreve uma história com tantas torturas algum dia, nem que seja uma única vez, pensou em cometer tais atos. Eu escreveria uma coleção de livros com terríveis torturas apenas com algumas inspirações, mas eu as colocaria em prática, mesmo sabendo que quem sofre com meus atos é um ser humano, embora tão cruel e nojento quanto eu.

Serial Killer: Gertrude Baniszewski

November 5th, 2010 No comments

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Este é o caso que chocou Indianapolis (Indiana, USA) em 1965.
Gertrude Nadine Baniszewski (19 de Setembro 1929 – 16 de Junho 1990), também conhecida como Gertrude Wright e Nadine Van Fossan, era uma mulher divorciada que, com a ajuda de alguns de seus filhos e filhos de vizinhos, facilitou e comandou a tortura, a mutilação e o eventual assassinato de Sylvia Likens.

A Vida de Gertrude Baniszewski: Baniszewski nasceu em 1929. Filha de Hugh M. e Mollie M. Van Fossan, e foi a terceira de 6 irmãos. Em 1940, viu seu pai morrer de um ataque do coração. Cinco anos depois ela largou a escola, e com 16 anos se casou com o deputado John Baniszewski, com quem teve 4 filhos. John era dono de um temperamento instável, mas ainda assim o casamento durou 10 anos, acabando em divórcio. Após um matrimonio curto com um homem chamado Edward Guthrie, Gertrude e John se casaram novamente e tiveram mais 2 filhos, antes de se divorciar permanentemente em 1963.
Baniszewski, então com 34, mudou-se com Dennis Lee Wright (23 anos), e este a violentou. Tiveram um filho, Dennis Jr., mas após seu nascimento Wright abandonou-a e desapareceu.

Sylvia Likens: Em Julho de 1965, Lester e Betty Likens, que trabalhavam em um parque de diversões, sugeriram que Gertrude cuidasse de suas duas filhas – Sylvia Marie Likens, 16, e Jenny Faye Likens, 15. Eles pagariam a ela 20 dólares por semana enquanto trabalhavam em algumas cidades do país.
As meninas passaram a frequentar a mesma escola que os filhos de Baniszewski, e todos iam juntos a igreja aos domingos. Tudo corria bem, até que o pagamento semanal atrasou pela primeira vez, e as duas meninas apanharam de Gertrude. A partir desse dia os abusos se tornaram frequentes, juntamente de acusações de roubo e prostituição.

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A Tortura começa: Em agosto de 1965, Sylvia começou a ser agredida física e verbalmente por Baniszewski e seus filhos. Ela também era obrigada a ouvir sermões sobre a podridão das prostitutas e mulheres em geral. Depois das irmãs Likens acusarem as filhas de Gertrude, Paula e Stephanie, de serem prostitutas, o namorado da segunda, Coy Hubbard, e outras crianças tanto da escola quanto vizinhos, foram levados para ajudar Baniszewski a bater em Sylvia. Jenny Likens foi forçada pela tutora a bater em sua própria irmã.
Sylvia era diversas vezes queimada com cigarros diariamente.
Ainda em agosto de1965, Phyllis e Raymond Vermillion mudaram-se para casa ao lado da família Baniszewski e imediatamente notaram os abusos e violências contra a menina. No entanto eles não avisaram as autoridades, sem qualquer preocupação.
Certo dia, Sylvia roubou uma roupa de academia da escola, mesmo ela não podendo frequentar as aulas de Educação Física. Assim que Baniszewski encontrou a roupa e arrancou da menina a confissão espancando-a e queimando-a com pontas de cigarros.
Depois disso Sylvia foi obrigada a deixar a escola.
Baniszewski continuou com as constantes acusações de que Likens era uma prostituta, até que um dia forçou Sylvia a se despir e inserir uma garrafa de Coca-Cola em sua vagina diante de um grupo de meninos da vizinhança.

O Porão: Após o episódio da garrafa de Coca, Likens ficou inconsciente e foi trancada por Gertrude no porão da casa. Deste dia em diante Baniszewski se empenhou em “limpar” Sylvia através de banhos com água fervendo e sal nas queimaduras. A menina ficava quase sempre nua e raramente era alimentada. Por várias vezes, Baniszewski e seu filho John Jr. (12 anos) faziam-na comer as próprias fezes, o vômito e tomar sua urina.
Uma única vez Jenny Likens conseguiu fazer contato com a irmã mais velha, Diana Likens, através de uma carta descrevendo os horrores que ela e Sylvia estavam passando. Pediu a irmã que chamasse a polícia, mas Diana ignorou a carta acreditando que não passavam de histórias inventadas pelas irmãs por estarem descontentes com alguns castigos impostos. Dias mais tarde Diana resolveu visitar as irmãs, mas Baniszewski não permitiu que a mesma entrasse. Após tentar conversar com Jenny, escondida atrás da casa, e vê-la fugindo, Diana Likens chamou o serviço social. Sob a ameça de sofrer os mesmos maus tratos que a irmã, Jenny mentiu sobre o paradeiro de Sylvia para o assistente social, que simplesmente preencheu sua papelada dizendo que não havia necessidade de outra visitas na casa de Baniszewski.

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O Assassinato: Em 21 de outubro, Gertrude mandou seus filhos, John Jr. e Stephanie, e Coy (o namorado de Stephanie) levarem Likens pra cima e amarrá-la à uma cama. Na manhã seguinte, Gertrude ficou furiosa por Sylvia ter feito xixi na cama, e resolveu castigá-la. Baniszweski esquentou um agulha de costura até a mesma ficar vermelha, e começou a escrever no abdómen da menina “eu sou uma prostituta e estou orgulhosa disso”. Quem teve que terminar a frase foi Rick Hobbs. Terminada a queimadura, Sylvia foi forçada novamente a inserir a garrafa de Coca-Cola na vagina. No dia seguinte, Baniszewski acordou Sylvia e ditou uma carta para comprovar a suposta fuga da menina, e enviar para seus pais.Assim que terminou a carta, Baniszewski formulou um plano para fazer com que John Jr. e Jenny Likens largassem Sylvia perto de um depósito de lixo para morrer. Ao ouvir o plano de sua tutora, Sylvia saiu correndo escada abaixo tentando escapar, mas foi detida por Baniszewski assim que saiu da casa, sendo novamente jogada no porão.
Em 24 de outubro, Gertrude desceu ao porão para ameaçar bater em Linkens com uma pá larga de madeira, mas errou e acidentalmente atingiu a si mesma. Foi então que Coy Hubbard entrou e começou a bater em Sylvia feroz e repetidamente na cabeça com um cabo de vassoura, deixando-a inconsciente no chão do porão.
Na noite de terça-feira, 26 de outubro, Baniszewski disse aos filhos que ia dar um banho em Likens, mas com água morna dessa vez. Stephanie Baniszewski e Richard Hobbs levaram Sylvia para cima e colocaram-na na banheira com roupa e tudo. Logo tiraram, colocando-a nua em um colchão no chão. Foi então que notaram que a menina não estava respirando. Stephanie tentou ressuscitá-la, mas a essa hora, Sylvia Linkens já estava morta.
Quando a policia chegou, Gertrude Baniszewski entregou a carta escrita por Sylvia dizendo que ela havia fugido. Mas Jenny Likens, também tentando fugir do mesmo destino da irmã, cochichou para um dos policiais que se ele a tirasse da casa ela contaria tudo. Seu depoimento bateu com a descoberta do corpo de Sylvia, fazendo com que Gertrude, Paula, Stephanie, Jonh Jr., Richard Hobbs e Coy Hubbard fossem presos por assassinato. Algumas crianças da vizinhança presentes no momento (Mike Monroe, Randy Lepper, Judy Duke e Anna Siscoe) foram presos por injúria.

picture017-1-11O Julgamento: Gertrude, seus filhos, Hobbs e Hubbard ficaram presos sem direito a fiança.
Um exame e a autopsia no corpo de Sylvia Likens revelaram inúmeros ferimentos, queimaduras, danos nos musculos e nervos. Ela sofreu espasmos, sofrimentos, torturas, contorções de dor, e ainda mordeu o interior dos lábios arrancando pedaço. A cavidade vaginal estava fechada de tão inchada, mesmo assim um exame detalhado comprovou que o hymen de Sylvia estava intacto. Causa da Morte: inchaço no cérebro, hemorragia interna no cérebro, e choque por danos prolongados na pele.
Gertrude Baniszewski alegou no julgamento não ter total consciência do que aconteceu a Sylvia, pois estava sob efeito de drogas. Também tomou para si toda a responsabilidade do que ocorreu em sua casa. Foi considerada culpada de assassinato em primeiro grau e sentenciada a prisão perpétua sem direito a condional. Porém, ela apelou e em um novo julgamento foi condenada a 18 anos de prisão.
Em 1985 a comunidade de Indiana ficou chocada com a notícia da condicional de Baniszewski. Jenny Likens, junto de sua família, e membros de grupos anti-crimes passaram cerca de 2 meses em uma campanha contra a liberdade de Baniszewski, e arrecadaram 4500 assinaturas de cidadãos de Indiana pedindo para que ela permanecesce atrás das grades. Todos os esforços foram em vão, e Gertrude conseguiu a condicional. Ela saiu da prisão no dia 4 de dezembro de 1985 e mudou-se para Iowa, onde morreu de cancer no pulmão 5 anos depois.

Minha opinião… Gertrude Baniszewski era o tipo de mulher que tinha um espelho dentro de casa, olhavá-o todos os dias e não gostava nem um pouco do que via. Ela era mãe solteira de SETE crianças, usuária de drogas e remédios tarja preta, pedófila (adorava “brincar” com as criancinhas que iam a sua casa torturar Sylvia) e completamente mal-amada. Como todos sabem, mudar não é, e nunca será, o caminho mais fácil. Então surgiram as irmãs Likens, e Sylvia deu um motivo qualquer para que Gertrude lhe causasse a dor que ela própria sentia merecer. Antes que digam besteiras, não acho que Sylvia teve qualquer culpa do que lhe aconteceu, acho que ela agiu como uma garota de sua idade sem saber com quem realmente estava lidando. Gertrude era fria, metódica e cruel, embora tivesse sim seus momentos de insanidade. E filhos de peixe, geralmente, peixinhos são!
Agora me digam, que pai e mãe no mínimo cautelosos deixam suas filhas na mão de um completa estranha? Que irmã lê uma carta contando as barbaridades pelas quais suas irmãs são submetidas e ignora para que elas não venham morar na sua casa? Como pode um ser humano assistir uma tortura diária contra uma menina e simplesmente agir como se nada estivesse acontecendo? Para mim, Gertrude Baniszewski não foi a única culpada pela morte da menina Sylvia, porém ela foi a única que não fingiu estar chocada com este desfecho.

Chico Picadinho

October 29th, 2010 No comments

Olá crianças, como estão? A partir de hoje além das postagens semanais sobre filmes (e séries) que já fazia, eu também contarei para vocês, toda sexta-feira, histórias de alguns serial killers famosos que andaram pelo mundo matando e aterrorizando as pessoas com seus crimes brutais e sua forma fria de agir. Hoje vou começar com um dos mais ilustres (por assim dizer!) assassinos em serie do Brasil: o Chico Picadinho.

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Vida: Francisco Costa Rocha (vulgo Chico Picadinho) nasceu em 27 de abril de 1942 na cidade de Vila Velha, Espírito Santo.
Seu pai, também Francisco, era um exportador de café, poderoso, bem sucedido, casado e pai de seis filhos. Enérgico e violento, Francisco começou um relacionamento extra-conjugal com Nancy. Ela teve dois abortos impostos pelo amante, além de ter sido ameaçada de morte pelo mesmo, antes do nascimento de Chico, que cresceu em meio a um clima de rejeição do pai.
Sempre curioso, o menino Francisco, matava gatos para testar suas sete vidas. Enforcava-os em árvores e afogava-os em vasos sanitários. Apanhava bastante e quase perdeu a mão, ao ser punido com lambadas dadas com as costas de uma faca que o acertou com o lado errado. No colégio era briguento, desatento, dispersivo, irrequieto, indisciplinado e displicente. Aos 16 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com a mãe e seu, até então, companheiro.
Em 1965, Chico mudou-se para São Paulo para tentar, então, a carreira de corretor de imóveis. Ganhava bem e não tinha horário fixo, o que lhe permitia divertir-se em bares. Freqüentava teatros com passe livre cedido por parceiros sexuais, lia Nietzsche e Dostoiévski, experimentava todo tipo de droga e participava de orgias. A agressividade sexual que lhe dava prazer se acentuava cada vez mais. Tornou-se um viciado na vida boêmia de tal forma que precisava sair todas as noites para beber e fazer sexo.

Primeiro Assassinato: Foi em agosto de 1966, no apartamento da Rua Aurora (centro de São Paulo), que Chico Picadinho fez a sua primeira vítima. A bailarina austríaca Margareth Suida, com 38 anos na época, era uma conhecida dos amigos de Chico, e foi convidada pelo mesmo para ir ao seu apartamento. Ela aceitou, óbvio!
Pelas roupas de Margareth sobre o pé da cama e sua lingerie colocada na poltrona, ela ficou nua por vontade própria. Os lençóis estavam bagunçados, e os cinzeiros cheios de bitucas de cigarros. Pela quantidade, os cigarros foram consumidos por duas pessoas. Horas se passaram antes que Margareth fosse morta.
A relação sexual que tiveram deve ter seguido o padrão de violência que Francisco descreveria como sendo habitual com “certos tipos de mulher”. Margareth apresentava várias mordidas perto dos seios e do pescoço, além de um hematoma no nariz.
Já no banheiro, Francisco colocou o corpo de Margareth na banheira, de barriga para cima. Com uma gilete, retirou seus mamilos e começou a retalhar o corpo de sua vítima. O processo a que submeteu o cadáver da mulher estaria mais próximo de uma dissecação do que de um esquartejamento. Suas partes moles, como seios e músculos, foram recortadas e removidas. Ela foi eviscerada. Sua pelve também foi retirada. Francisco tentou se livrar de algumas vísceras jogando-as no vaso sanitário, mas mudou de idéia no meio do processo. Foi até a cozinha e pegou um balde de plástico, dentro do qual guardou cada pedaço que cortava. Quando terminou de descarnar boa parte da frente do corpo da vítima, Francisco a virou de bruços, ainda dentro da banheira. Dissecou a metade direita das costas e arrancou um pedaço das nádegas. Ao voltar a si, e perceber o que havia feito, sentiu extrema repulsa de si mesmo. Perplexo com seus atos, limpou-se com o álcool que estava na garrafa em cima da mesa do quarto e vestiu-se rapidamente. Esperou seu colega de quarto chegar, e contou-lhe, sem detalhes, que havia matado uma pessoa e que precisaria de tempo apenas para avisar a mãe sobre o ocorrido e contratar um advogado. Na mesma noite seu amigo o denunciou para polícia. Dois dias depois Francisco foi preso, ainda no Rio, e confessou o crime com detalhes. Porém, Francisco não soube apresentar um motivo para o assassinato. Foi condenado a 18 anos de prisão, tendo sua pena posteriormente substituída por 14 anos, 4 meses e 24 dias.

Segundo Assassinato: Em junho de 1974 (sim crianças, apenas oito anos!), teve liberdade condicional concedida pela Justiça por bom comportamento, e dois anos depois, em um apartamento na Avenida Rio Branco (também no centro de São Paulo), ele esganou até a morte a prostituta Ângela de Souza da Silva, com 34 anos na época, durante a relação sexual. Novamente, retalhou o cadáver (dessa vez com um serrote, uma faca e um canivete), arrancando os seios, abrindo-o pelo ventre, retirando as vísceras e jogando-as no vaso sanitário. O plano não deu tão certo, pois o encanamento entupiu. Percebendo que, dessa forma, não conseguiria se livrar do cadáver, resolveu recomeçar, dessa vez picando tudo, para facilitar, assim, o transporte. O esquartejamento continuou, então, na parte da cabeça. Retirou os olhos e retalhou a boca para diminuir o tamanho do crânio. Após ter desmembrado, abriu a água do chuveiro, lavou as partes do corpo na banheira e acondicionou-as em sacos plásticos. Francisco acredita que levou entre três e quatro horas “trabalhando” no corpo de sua vítima. Mais uma vez, ele foi denunciado por um colega de quarto, que encontrou a mala e a sacola com o corpo retalhado de Ângela (o qual inicialmente ele pensou ser pedaços de manequim), na sacada do apartamento.
Chico fugiu de São Paulo, sendo encontrado pela polícia, e preso, 28 dias depois em Duque de Caxias. Pelo novo crime foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão, porém, veredicto de culpado não foi unânime: quatro jurados votaram sim, três votaram não.

Atualmente: Em abril de 1998, Francisco Costa Rocha deveria ser libertado, já que de acordo com as piadas leis brasileiras um criminoso pode viver atrás das grades por, no máximo, 30 anos. Porém, ele continua preso na Casa de Custódia de Taubaté por estar “despreparado para viver em sociedade”. Na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, pesou o medo de o crime se repetir. Ainda há discussões sobre a liberdade para de Francisco, já que este tem plena cosciência de seus atos mas não consegue controlar seus instintos, mas ele não foi diagnosticado como um psicopata. Assim sendo, ele não pode ser transferido para um hospital psiquiátrico, único local em que o criminoso pode cumprir “prisão perpétua”. De qualquer forma, a Justiça Civil, e não a Criminal, está impedindo a libertação de Chico Picadinho.

chico.picadinho Minha Opinião… Francisco Costa Rocha é um homem extremamente culto (pinta quadros de Chagall e Monet, cita Hermann Hesse e Sartre e narra com riqueza de detalhes a história de Crime e Castigo, livro que leu um mês antes de cometer o primeiro assassinato), convincente e meticuloso. Consegue sentar-se ao lado de qualquer pessoa, até mesmo aquelas que conhecem cada detalhe de sua história e crimes, e envolvê-la até que acredite no que ele quiser. E é claro que um homem tão inteligente tem plena consciência de tal “dom”. Sua crueldade somada com sua habilidade em influenciar os que estão por perto, faz deste um homem extremamente perigoso. Ele jura arrependimento, diz que os crimes foram motivados por falta de sentido na vida, e que espera sair em breve da cadeia para cuidar da mãe, e conseguir algum trabalho. Diz, também, ter se tornado uma pessoa religiosa e livre dos vícios de outrora, o que, para ele, é uma constatação de que não cometerá qualquer crime assim que for liberado da prisão.
Eu não acredito.
As leis brasileiras são tortas, e para mim essa história de liberdade condicional para assassinos é uma idéia tão idiota quanto indutos em feriados para presos de baixa periculosidade. É como se a justiça colocasse a arma na mão do assassino enquanto diz para ele ser bonzinho. E foi esse o motivo de haver um segundo assassinato. Ainda assim, todos sabem que Chico Picadinho só permanece preso porque ele não tem dinheiro para comprar a própria liberdade, e o direito de matar outras mulheres. É absurdo, mas não passa de uma simples realidade.