O Santuário (The Shrine) 2010
Crítica: Esqueça esse O Santuário lançado esse ano, tenha foco no passado, mais precisamente em 2010, quando esse filme com o mesmo nome (na tradução) foi lançado, The Shrine tem uma boa proposta, um elenco aceitável, uma história digna e alto nível de gore, se é isso que você procura, talvez esse filme te agradará!
O filme conta a história do casal Marcus (Aaron Ashmore), Carmen (Cindy Sampson) e a amiga deles, Sara (Meghan Heffern) que são jornalistas e estão tentando desvendar o misterioso desaparecimento. Ao chegarem em uma pequena vila com habitantes aparentemente hostis, eles vêem uma névoa no meio de uma floresta que é descrita em um diário deixado pelo desaparecido, curiosos, logo vão contra a vontade dos habitantes em direção à nevoa, péssima escolha, caros leitores, péssima escolha! Logo ao chegarem nessa densa névoa, a curiosidade fala mais alto e duas do grupo entram nela, ambas voltam em choque, no caso, quando a segunda foi podemos ver o que há de tão especial la dentro, e se quem assiste não prestar atenção nesse trecho (por volta dos 32 minutos), certamente terminara o filme com grandes interrogações na cabeça. Visivelmente emocionalmente alteradas, Marcus ajuda elas a escaparem dos moradores, que agora às perseguem, o filme então segue com cenas de perseguição, rituais cristãos de sacrifício (que antes do fim do filme parecem maníacos e absurdos) e com uma reviravolta final (que só é entendida se prestarem atenção no trecho citado) digna de nota, no melhor estilo “as aparências enganam”, “curiosidade mata” e “eles não são maus, vocês que são!”.
Agora um “textículo” com spoilers, só para quem assistiu, se não assistiu o filme, não leia!
Para quem não entendeu, a estatua do demônio amaldiçoa as pessoas que à veem, se não sacrificadas com esse ritual no qual elas tem seus olhos furados (pois foi olhar pra estatua que às amaldiçoou) elas ficam possuídas (como acontece com a protagonista no final) e com a sua força desenvolvida fica difícil mata-las, então chegamos ao sentido da reviravolta, os habitantes não são maus ou fanáticos religiosos como aparentam, eles apenas sacrificam quem vê a estatua pra evitar que a pessoa amaldiçoada fique possuída e mate muitos inocentes, é uma questão de proteção e no fundo a ação deles é boa, levando o filme ao sentido de “quem procura acha”, pois se essas pessoas fossem embora quando os habitantes pediram, elas não veriam a estatua, e assim, não precisariam ser sacrificadas!
Fim dos spoilers.
Enfim, é um bom filme, tem sonoplastia interessante, personagens meio clichês, efeitos medianos mas capricha no roteiro e nas reviravoltas do mesmo!
OBS. Comparações com O Sacrifício e O Exorcista são ridículas, o filme não é nem um pouco parecido com nenhum dos dois!
Direção: Jon Knautz
Elenco: Aaron Ashmore, Cindy Sampson e Meghan Heffern.
Trailer
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