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A Inquilina (The Resident) 2011

July 24th, 2011 No comments



Crítica: Suspense com a Menina de Ouro (atriz Hilary Swank) provoca mais risadas do que apreensão, numa história previsível que não traz nenhum acréscimo para o gênero. A primeira meia-hora que deveria solidificar uma compreensão do telespectador a cerca das personagens só faz cansar e a impressão que fica é que o filme só começa após um bom tempo.

O diretor Antti J. Jokinen ainda é novato no mundo cinematográfico (até então, dirigia séries e documentários para TV), mas escorregou feio ao apostar em fórmulas já exploradas demasiadamente. Os clichês são tão evidentes que se tornam cômicos, agora a vítima não apenas cai quando está sendo perseguida, como também bate “de cara” na parede. A velha história da mulher divorciada, que sofre com a separação, já foi explorada de todos os ângulos em várias outras produções, tal qual a típica paixão obsessiva que faz um maluco perseguir a protagonista. Algumas cenas perdem-se num amontoado sem importância, há uma cena (não tão curta) na qual a mulher está passando creme no corpo, admito que não me surpreenderia caso surgisse após aqueles instantes algum anúncio Dove.

Apesar da previsibilidade latente, A Inquilina ainda consegue imprimir tensão em algumas (raras) cenas, alcançando, provavelmente por isso, o direito de ser exibido nos cinemas. De importante podemos ressaltar os fatos: produção da HAMMER (que ressuscitou recentemente com o remake Deixe Ela Entrar) e  a participação de Christopher Lee (conhecido por já ter interpretado Drácula). É uma pena que uma atriz tão talentosa quanto Hilary Swank tenha participado de um projeto tão carente de originalidade.

Direção: Antti J. Jokinen.

Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Lee Pace, Christopher Lee, Aunjanue Ellis, etc.

Trailer:

Livro – Celular (Cell – 2007) Stephen King

February 28th, 2011 No comments

Já faz muitos anos desde que li meu primeiro livro de horror, o qual me recordo muito bem detalhadamente cada capítulo, cada página e cada frase que me renderam algumas noites sem dormir, e mudou todo meu conceito de “horror”. O livro em questão, é “A Coisa (1986)” de Stephen King. Foi o suficiente para que virasse um fã absoluto do autor, acompanhado de um grande trauma por palhaços (Pretendo falar sobre “A Coisa” em um futuro post). Desde então, na década que se seguiu, venho acompanhando todo tipo de obra feita por S.K. e dificilmente encontrei uma que deixasse algo a desejar.
Há alguns anos atrás, King dava indícios de uma possível aposentadoria, pra desespero de seus maiores fãs, e após sofrer um grave acidente que afetou toda sua vida pessoal e profissional, ele finalmente terminou de escrever sua série “A Torre Negra” , em sete volumes (A qual pretendo falar também em um post futuro), e isso fez com que desistisse de sua tão temida aposentadoria e ganhasse um novo gás pra escrever novas obras. Foi aí que surgiu “Celular”.

Sempre fui apaixonado pela temática pós-apocalíptica e todas as mais variadas formas de como o mundo terminaria, mas a que mais me apaixonou sempre, foi o apocalipse zumbi. “Celular” apesar do nome, trata exatamente desse assunto que muitos adoram, e deu uma nova dimensão ao que já era puro terror: os zumbis de King são inteligentes !

O evento conhecido como “O Pulso” ocorreu no dia 1° de outubro, enquanto Clay Ridell, um jovem escritor e desenhista de quadrinhos, caminha feliz e tranquilamente pelas ruas de Boston logo após fechar contrato com uma editora. Um sorvete parecia o ideal para comemorar essa vitória em sua vida. Tudo muda quando Clay percebe algo errado à sua volta, e tão rápido como um estalar de dedos, pessoas aparentemente normais são acometidas a loucura violenta. Crianças, homens e mulheres matando uns aos outros brutalmente, insanidades bestiais e primitivas, carros se chocando contra a parede e postes, aviões despencando do céu. E tudo o que essas pessoas tinham em comum entre si, era que todas estavam usando o celular, no momento em que enlouqueceram.

Clay se vê em meio à toda essa cena bizarra e sangrenta sem a mínima idéia do que pode estar acontecendo e então, começa sua jornada de sobrevivência.
Durante essa jornada, conhece Tom McCourt, um gay gordo que mora sozinho, cujo gato havia quebrado seu aparelho celular dias antes. Mais tarde, os dois salvam a jovem de 15 anos Alice Maxwell de um ataque de sua própria mãe. E os três juntos, formam o núcleo de protagonistas de “Celular”.

O livro é escrito em um ritmo extremamente frenético e intenso, sem rodeios, sempre com alguma coisa acontecendo que prende por horas a atenção do leitor, ao mesmo tempo que é muito detalhista, como sempre são os livros de King, mas um ponto me chamou mais a atenção nessa obra. É a forma como foi desenvolvida a trama e a forma como ela é explicada e contada: Você não sabe nada mais, nada menos do que somente aquilo que os personagens sabem, ou seja, você está totalmente no ponto de vista deles, você tem as mesmas dúvidas, as mesmas respostas, os mesmos medos e ansiedades que eles têm e isso faz o leitor sentir muito mais o clima pesado e sombrio do livro.

Durante todo o desenrolar da história, percebemos uma certa “evolução” no comportamento dos afetados pelo “Pulso”, que começam a agir de forma mais organizada e a demonstrar certos comportamentos mais humanos e sensos coletivos. Isso leva a muitas especulações e discussões por parte dos personagens do porquê de tudo ter acontecido e do rumo que tudo isso vai tomar. Explicações científicas e sensos comuns são debatidos e analisados a todo o momento, o que leva o leitor a raciocinar e pensar junto com os personagens. O que foi o pulso ? O que gerou o pulso? De onde veio ? Quem o enviou e por quê ? São perguntas que não saem da mente do leitor durante todo o livro. Respostas estas, que nossos protagonistas tentam encontrar, ao mesmo tempo em que procuram desesperadamente pelo filho de Clay.

Posso dizer com toda a certeza que “Celular” foi um dos melhores livros que já li, e recomendo fortemente para todos os amantes dos gêneros zumbi, pós-apocalipse,  ou simplesmente suspense e terror.  Uma grande obra de um grande escritor.

O mestre do terror, Stephen King.

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Dor é apelido!

September 21st, 2010 No comments

Eae galera, bom, andei um tempo ausente do site mas espero voltar a postar normalmente em breve, hoje passei aqui pra mostrar pra vocês um vídeo que o Henry (do site) me mandou à algum tempo que realmente me deixou impressionado, ele mostra um grupo de adolescentes a beira de uma ponte, até ai tudo bem já que todo mundo adora tomar banho de rio, o problema foi a falta de cuidado e o resultado é realmente impressionante, ele morreu? Não sei! Mas se não morreu deve ter sentido uma dor do caralho por meses.

Atenção, as cenas são fortes!

É… a coisa foi feia, isso serve de lição pra qualquer um, sem dúvida existem vários jeitos de se divertir sem correr perigo de vida, no mais, desejo a todos uma boa noite e até o próximo post.