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Posts Tagged ‘possessão’

O Santuário (The Shrine) 2010

June 29th, 2011 No comments

shrine

Crítica: Esqueça esse O Santuário lançado esse ano, tenha foco no passado, mais precisamente em 2010, quando esse filme com o mesmo nome (na tradução) foi lançado, The Shrine tem uma boa proposta, um elenco aceitável, uma história digna e alto nível de gore, se é isso que você procura, talvez esse filme te agradará!

O filme conta a história do casal Marcus (Aaron Ashmore), Carmen (Cindy Sampson) e a amiga deles, Sara (Meghan Heffern) que são jornalistas e estão tentando desvendar o misterioso desaparecimento. Ao chegarem em uma pequena vila com habitantes aparentemente hostis, eles vêem uma névoa no meio de uma floresta que é descrita em um diário deixado pelo desaparecido, curiosos, logo vão contra a vontade dos habitantes em direção à nevoa, péssima escolha, caros leitores, péssima escolha! Logo ao chegarem nessa densa névoa, a curiosidade fala mais alto e duas do grupo entram nela, ambas voltam em choque, no caso, quando a segunda foi podemos ver o que há de tão especial la dentro, e se quem assiste não prestar atenção nesse trecho (por volta dos 32 minutos), certamente terminara o filme com grandes interrogações na cabeça. Visivelmente emocionalmente alteradas, Marcus ajuda elas a escaparem dos moradores, que agora às perseguem, o filme então segue com cenas de perseguição, rituais cristãos de sacrifício (que antes do fim do filme parecem maníacos e absurdos) e com uma reviravolta final (que só é entendida se prestarem atenção no trecho citado) digna de nota, no melhor estilo “as aparências enganam”, “curiosidade mata” e “eles não são maus, vocês que são!”.

Agora um “textículo” com spoilers, só para quem assistiu, se não assistiu o filme, não leia!

Para quem não entendeu, a estatua do demônio amaldiçoa as pessoas que à veem, se não sacrificadas com esse ritual no qual elas tem seus olhos furados (pois foi olhar pra estatua que às amaldiçoou) elas ficam possuídas (como acontece com a protagonista no final) e com a sua força desenvolvida fica difícil mata-las, então chegamos ao sentido da reviravolta, os habitantes não são maus ou fanáticos religiosos como aparentam, eles apenas sacrificam quem vê a estatua pra evitar que a pessoa amaldiçoada fique possuída e mate muitos inocentes, é uma questão de proteção e no fundo a ação deles é boa, levando o filme ao sentido de “quem procura acha”, pois se essas pessoas fossem embora quando os habitantes pediram, elas não veriam a estatua, e assim, não precisariam ser sacrificadas!

Fim dos spoilers.

Enfim, é um bom filme, tem sonoplastia interessante, personagens meio clichês, efeitos medianos mas capricha no roteiro e nas reviravoltas do mesmo!

OBS. Comparações com O Sacrifício e O Exorcista são ridículas, o filme não é nem um pouco parecido com nenhum dos dois!

Direção: Jon Knautz

Elenco: Aaron Ashmore, Cindy Sampson e Meghan Heffern.

Trailer

Já sabe, se gostou do post clique em gostei, comente e compartilhe com seus amigos ali embaixo (via Twitter, email, Facebook, etc…), amanhã se der tempo vou postar dois filmes, Atividade Paranormal em Tóquio e o outro depois decido, beijos me segue! o/

Sobrenatural (Insidious) 2010

April 29th, 2011 No comments

Crítica: Novo terror com casa assombrada mistura o estilo atual de Atividade Paranormal com a criatividade e ousadia dos anos 1980, misturando fantasmas, demônios, possessões e crianças numa trama equilibrada, mas que ás vezes cede ao excesso. Admito que este  foi o primeiro longa que eu assisti vendo que algumas pessoas ainda se retiravam do cinema enquanto algumas crianças choravam.

Uma família, que acabou de se mudar para uma casa nova, descobre que um espírito do mal está dentro da casa ao mesmo tempo em que o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o menino, eles se mudam novamente e percebem algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava mal-assombrada.

É interessante que a renovação dos filmes de terror tenham acontecido mais agora, depois que os americanos descobriram a fonte japonesa para espítiros vingativos muito cabeludos, é legal que um filme como Atividade Paranormal, onde não é mostrado quase nada, ainda assuste a platéia. Os criadores do mesmo aproveitaram tudo o que aprenderam sobre impressionar as pessoas quando lançaram Jogos Mortais (Saw) e Atividade Paranormal (Paranormal Activity). A diferença é que este filme volta a mostrar fantasmas e monstros com aparências bem trabalhadas, algo que os fãs do terror estavam sentindo falta, afinal o bom dos anos 1980 era a criação de cenários e criaturas impossíveis, isso sim é algo que me chama atenção, pois revela o empenho da direção de arte, uma peça muito útil, mas que fica a desejar em várias produções (as de Michael Bay poderiam parar de tentar combinar tudo nos cenários). Destaque para a aparência do demônio, ele parece ter sido baseado nas descrições bíiblicas contendo alguns traços de pintura africana.

O começo do longa remete demais às narrativas da série Amityville, com a clichê apresentação feliz da família percebendo que algo está errado na casa, mas, ainda bem, isso não dura muito tempo (só a abertura monótona que ainda chega a irritar). O filme vai muito mais além de Amityville, apesar de voltar com trama semelhante na primeira metade. As primeiras aparições são muito inteligentes, sem mostrar muita coisa. Destaque para a cena do quarto do bebê, onde a mãe vê um homem atrás do berço. É o tipo de cena que já deveria ter sido mostrada com o mesmo impacto em outras produções, finalmente os diretores perceberam que a sutilidade é o melhor caminho para assustar, que não vale muito a pena colocar algo muito grotesco. É como se você visse um rosto onde não tem, isso faz mais sentido.

Infelizmente, o clímax não empolga tanto quanto a metade, onde ainda não há tantas aparições, deixando a história com um ar de mistério sem apelação. Ao contrário dessa metade, o clímax lembra o clipe Triller do Michael Jackson, há fantasma para tudo que é lado. Em compensação, o roteiro é inteligente, misturando possessão demoníaca com projeção astral. Ainda há uma relação com imagens, nelas alguns espíritos podem ser vistos, mas essa parte é muito mais bem trabalhada do que o fraco Imagens do Além (Shutter).

O elenco não é ruim, cumpre seu papel sem atuações marcantes, a que ainda destaco é a participação da atriz Lin Shaye (uma veterana, já havia participado de A Hora do Pesadelo, Amityville 5, 2001 Maníacos, etc), que interpreta a paranormal Elise, a atriz tem ótimas cenas e mostra que sua personagem oscila entre a responsabilidade e educação, afinal sua primeira aparição é super alegre para depois demonstrar sua firmeza na profissão. Fora que ter uma exorcista mulher quebra o clichê, pois não precisa sempre manter aquela caricatural postura incorruptível ou melancólica.

Sobrenatural não traz muitas novidades, porém  faz uma condensação do que há de melhor nos filmes de terror, desde criaturas horríveis a crianças possuídas. O diferente é o alívio cômico, quando a platéia não está gritando, fica rindo, algo raro nos longas atuais. É torcer para que esse retorno aos anos 1980 influencie as próximas produções, para não ficarmos só com a história da repórter ou profissional corajosa que pretende solucionar o passado dos monstros. Em Sobrenatural, eles optaram por colocar elementos passados, que funcionaram, quem vem acompanhando a trajetória do cinema de horror saberá reconhecer e verá que o trabalho do roteiro foi bem feito e não fica tanto a desejar, o vejo como uma homenagem às décadas passadas, provando que ainda há coisas que funcionam na atual.

Direção: James Wan.

Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey, Angus Sampson, Ty Simpkins, Andrew Astor, Lin Chaye.

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Arraste-Me Para o Inferno (Drag me to Hell) 2009

March 7th, 2011 No comments


Convém apresentar-me, antes demais. Eu sou a Sarah, tenho 19 anos e sou o mais recente membro da equipe do Horror Pedia. Agradeço imenso ao Thárik ter visitado o meu blog Depois do Cinema que foi a partir dele que tivemos contacto. É com imenso gosto que faço parte deste site, e espero poder contribuir o máximo que poder. Tentarei sempre que actualizar o meu blog, contribuir para este site também, e até, quem sabe, alguns posts exclusivos! Muito obrigada a todos! Passemos á review.

Crítica: É oficial: Sam Raimi, mais conhecido por realizar a saga “Evil Dead” e “Spider-man”, voltou às suas origens e ao género terror, realizando, na minha opinião, o melhor filme de terror de 2009.
Todos os fãs do realizador perguntavam-se quando este faria o seu ”comeback” ao género que o tornou famoso. Mesmo depois de ter realizado um fraquíssimo Spider-man 3 e ter produzido as desgraças The Grudge 2 e 3, a esperança ainda estava viva! Pois bem, não poderia ter feito o seu regresso da melhor maneira.
Antes de mais, imagine-se, adorei o facto do filme ser um original e não um remake de um filme japonês! A ideia de que já não há originalidade com os filmes de terror em Hollywood, é certamente refutada com o aparecimento de “Drag Me to Hell”, o que torna este filme absolutamente irrestível.

O argumento é original, simples e eficaz. Alison Lohman interpreta Christine Brown, uma agente financeira que tendo uma vida bastante boa e um namorado brilhante (Justin Long), anseia ter uma promoção. Para impressionar o seu chefe (David Paymer), nega o pedido de empréstimo a uma velha e doente cigana chamada Sylvia Ganush (Lorna Gaver) fazendo com que esta perca a sua casa. Sentido-se humilhada, Ganush decide vingar-se e lança uma maldição a Christine, condenando-a a 3 dias de verdadeiro terror ao receber visitas do demónio “Lamia”. Acontece que, se no prazo de 3 dias, Christine não arranjar maneira de acabar com a maldição, é literalmente arrastada para o inferno.

Desde o fantástico início até ao arrebatador último minuto, o filme nunca parece “slow paced” ou lento. Aliás, dei por mim a pensar que ainda só tinham passado 10 minutos quando já tinham passado 56. Drag Me to Hell não perde tempo nenhum. Sam Raimi faz aqui um trabalho perfeito, ao fazer com que as pessoas anseiem sempre por mais. Vê-se mesmo muito bem, o tempo passa a correr!
O filme é único: mistura grandes sustos (embora muitos deles assentes na fórmula fácil do impacto sonoro) com uma pitadela de comédia e partes um bocado nojentas. O humor negro a que Raimi já nos habituou está presente em “Drag Me to Hell”. Sam Raimi foi simplesmente fantástico, pois nunca pensei que uma mistura destas fosse dar tanto resultado. Proporciona-nos momentos de alta tensão de cortar a respiração, mas há igualmente partes verdadeiramente hilariantes. Esta é uma fórmula bastante eficaz, pois permite que se recupere de alguns sustos, e é sempre bom ver cenas com piada. Tecnicamente, o filme também não desilude. É excelente ver-te de volta, Mr. Raimi!
As performances dos actores são boas e o argumento é sólido. A única falha que tenho a apontar relativamente aos actores é a própria Alison Lohman. Ela não é má actriz, é claro, mas penso que neste filme faltou-lhe alguma emoção, e para actriz principal, deveria ter dado muito mais de si, esperava um pouco mais de força. Ellen Page era a escolha inicial, mas teve que recusar o papel. Penso que Page poderia ter dado uma melhor performance.
Agora a Sra. Lorna Raver faz aqui um trabalho verdadeiramente assustador, mas num bom sentido. Verão que no filme ela é completamente arrepiante. Acredito mesmo que a personagem dela vai se tornar um ícone, como o Freddy Krueger por exemplo. Mas ela consegue ser muito mais assustadora do que qualquer “slash killer” de outros filmes. David Paymer como chefe da Christine é simplesmente hilariante.Vê-se outras boas actuações por parte de Rham Jas (que querido, adorei-o) e Justin Long.
Em suma, Drag Me to Hell é um filme que qualquer fã de terror deve ver. É uma verdadeira lufada de ar fresco. Eu poderia ficar a falar muito mais do filme, mas não quero estragar a surpresa. Aliás, quanto menos souberem quando forem ver o filme, melhor. Só sei que fiquei de boca aberta durante 15 minutos após o filme acabar.

Direção: Sam Raimi

Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao

Trailer