Os 44 dias de sofrimento de Junko Furuta
Em novembro de 1988, a colegial Junko Furuta foi seqüestrada por quatro rapazes e mantida em cativeiro por 44 dias na casa dos pais de um deles. Para evitar a perseguição, um deles forçou Furuta a ligar para os pais dizendo que havia fugido de casa, mas que estava bem na casa de um amigo. Além disso, também foi obrigada a fingir que era namorada de um dos rapazes. Os pais do rapaz perceberam que era mentira, mas nada podiam fazer já que um dos raptores, membro da yakuza, ameaçou usar suas conexões contra seus familiares. De acordo com as declarações no julgamento, Furuta foi estuprada e espancada diversas vezes.
Torturas coletadas por meio de processo tribunal:
1º ao 10º dias: Sequestrada, mantida em cativeiro, obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes, estuprada (mais de 400 vezes no total), forçada a ligar para seus pais e dizer que tinha fugido de casa, fome e desnutrição, obrigada a comer baratas e beber a própria urina, forçada a se masturbar, forçada a se despir na frente de outros; queimada com isqueiros, objetos inseridos na vagina/ânus.
11º a 19º dias: Espancada inúmeras vezes, face empurrada contra o concreto, mãos amarradas ao teto e corpo utilizado como um saco de pancadas, nariz com tanto sangue que só podia respirar pela boca, halteres jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (o seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços, líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, garrafa foi inserida em seu ânus, causando ferimentos.
20º a 29º dias: Não conseguia andar direito devido a queimaduras graves nas pernas, espancada com varas de bambu, fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, mãos esmagadas por pesos e unhas rachadas; espancada com tacos de golfe, cigarros inseridos na vagina; espancada com barras de ferro, forçada a dormir na varanda (no frio), espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando sangramentos.
30º a 39º dias: Cera quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros, agulhas inseridas nos seios, obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente inserida na vagina, tesoura inserida na vagina causando hemorragia grave, incapaz de urinar adequadamente, ferimentos tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar as escadas até o banheiro, tímpanos seriamente danificados, extrema redução do tamanho do cérebro.
40º dia: Pediu para os torturadores “matá-la e acabar logo com isso”.
01/01/1989: Junko saúda o Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mover-se.
44º dia: Os quatro rapazes mutilaram seu corpo com uma barra de ferro, usando um jogo de Mah-Jongg como pretexto. Junko sangrou pela boca e nariz. Queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Então, derramaram fluído de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois a queimaram. A tortura final durou duas horas.
Junko Furuta morreu de choque, mais tarde, no mesmo dia, com dor e sozinha. Mas nada podia comparar os 44 dias de sofrimento que passou.
Quando sua mãe ouviu a notícia e os detalhes do que tinha acontecido à sua filha, ela desmaiou. Teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial.
Os garotos alegaram não saber o quão machucada Junko estava, pensando que ela estava fingindo. Eles esconderam o corpo em um cilindro de 55 galões cheio de cimento, desfazendo-se dele em Koto, Tóquio. Por fim, os garotos foram presos e tratados como adultos, mas suas identidades foram mantidas em segredo pela Lei japonesa sobre crimes cometidos por menores.
Minha Opinião… Hoje eu estava conversando com uma tia e ela começou a me contar sobre um filme em que haviam torturas tão terríveis que ela passou mal quando terminou de assistir. Ela me disse que acredita que uma pessoa para escrever um roteiro destes teria que pensar, pelo menos uma vez na vida, em realmente cometer tais atos. Não duvido. Também acredito que eu mesma escreveria uma coleção de livros com as torturas mais angustiantes apenas com a inspiração de algumas poucas histórias que conheço. Eu sinto nojo cada vez que lembro que pertenço a mesma espécie que esses quatro seres, porque um verme é mais digno que qualquer um deles. O que essa menina sofreu não tem nome. O que essas quatro pessoas fizeram é, no mínimo, repugnante e o motivo pelo qual fizeram é de deixar qualquer um revoltado. Isto para eles era diversão.
Eu, que sou deveras vingativa, gostaria de ver pessoas como esses figuras sofrendo em praça pública o mesmo que fizeram pessoas inocentes sofrerem. Se eu fosse a mãe de qualquer vítima, de qualquer assassino, eu mesma causaria nele toda a dor que foi causada ao meu filho. Para mim esta é a verdadeira justiça, porque quem com ferro fere com ferro deve ser ferido, esquatejado, queimado, escalpelado, empalado e finalmente morto.
E assim voltamos a filosofia da minha tia: quem escreve uma história com tantas torturas algum dia, nem que seja uma única vez, pensou em cometer tais atos. Eu escreveria uma coleção de livros com terríveis torturas apenas com algumas inspirações, mas eu as colocaria em prática, mesmo sabendo que quem sofre com meus atos é um ser humano, embora tão cruel e nojento quanto eu.