Archive

Posts Tagged ‘terror’

Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3) 2011

November 9th, 2011 No comments

paranormal-activity-3-2011-poster.jpg

82%.png

Crítica

Introdução: Depois de um início forte, Atividade Paranormal 2 decepcionou muitos, inclusive eu, minhas esperanças de que uma nova sequência superasse o primeiro eram praticamente nulas, mas por unicamente preconceito, errei feio!

paranormal-activity-3-09outubro2011.jpg

O filme: Atividade Paranormal 3 se passa em 1988 e conta como tudo começou, Dennis (Christopher Nicholas Smith) e sua mulher, Julie (Lauren Bittner) começam a se preocupar com suas filhas (na verdade, são filhas apenas de Julie, mas como diz o ditado, pai é quem cria), Katie e Kristi (protagonistas dos dois filmes anteriores, aqui, crianças) quando algumas coisas estranhas passam a acontecer na casa. Kristi, o foco do filme, a todo tempo interage com um amigo invisível de nome Toby, o qual ela sempre afirma que realmente existe, a principio tudo parece ser apenas produto da imaginação fértil de uma criança, mas após um terremoto Dennis percebe que havia algo no seu quarto, uma fita que era pra ser de sexo acaba mostrando uma estranha silhueta graças a poeira caindo do teto, essa é a válvula de escape para que Dennis fique obcecado em investigar o que está acontecendo naquela casa, mesmo contra a vontade de sua mulher. Ao contrário de seus dois antecessores, Atividade Paranormal 3 não é lento e parece seguir seu irmão de tema, o excelente Insidious, ao abusar de uma abordagem mais frenética e explicita e incrementar alguns novos elementos ao já batido gênero sobrenatural, e faz isso bem, por sinal, prova do que eu digo é que em momento algum o filme se torna cansativo ou dispensável, sempre tem algo ali e com um mínimo de atenção conseguimos perceber, talvez seu único pecado seja exagerar nas influências de outros filmes do gênero (principalmente o citado), algumas cenas dão aquela sensação de “eu já vi isso antes”, já como destaque positivo, cito a reviravolta final, que surpreende e muda completamente a direção que a série parecia querer tomar, esclarece muitas coisas, mas abre vários novos questionamentos que provavelmente serão abordados no próximo filme, que sinceramente, espero que seja o último, pois se melhorar, estraga!

Paranormal Activity 3 01.jpg

Conclusão: Erra feio em usar no trailer algumas cenas que foram cortadas e peca um pouco na originalidade, mas surpreende com os excessos e a criatividade além de prender o espectador com uma trama muito bem desenvolvida, sem dúvidas, um dos melhores filmes de terror do ano!

Direção: Henry Joost e Ariel Schulman

Estrelado por: Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown e Christopher Nicholas Smith

Obs. Me recuso a colocar aqui o medíocre trailer que esse filme tem, muitas das cenas são alternativas ou cortadas!

A Centopeia Humana: Primeira Sequência (The Human Cetipede: First Sequence) 2010 (Repostagem/Estreia do novo formato)

August 4th, 2011 No comments

60%

Crítica (novo formato)

Introdução: Devido a reações negativas em relação à meu post sobre o filme “A Centopeia Humana”, fiquei refletindo sobre o que tinham achado de tão ruim no filme, por bom senso, resolvi assistir o filme mais uma ou duas vezes pra chegar à uma conclusão, e cheguei: vocês estavam certos, não em tudo, mas estavam.

Fiquem de olhos bem abertos, está começando mais um post!

Fiquem de olhos bem abertos, está começando mais um post!

O filme: O roteiro é simples, Dr. Heiter (Dieter Laser) é um médico louco que sequestra pessoas para fazer uma experiência não muito convencional com elas, um tipo de união entre mucosas (cu, boca, cu, boca, cu, especificamente) para o fim de criar uma espécie de centopeia, criativo né? Também acho. O problema é que ao assistir três vezes percebi que a criatividade do filme é de certo ponto mal explorada e se compromete muito por seu ritmo, tudo acontece muito lentamente e o tédio predomina em boa parte do filme. A falta de conteúdo acaba ficando muito visível, são muitas as cenas extensas e desinteressantes, ainda por cima, os personagens tem personalidade e emoções pouco explicitas e a fotografia meio fosca as vezes incomoda, mas o que mais irrita é a falta de impacto, que era o principal objetivo da projeção.

Essa falta de impacto na minha opinião vem da má exploração dos únicos elementos bons do filme, sendo uma, a experiência, que poderia tornar o nojento mais nojento ainda se usasse de recursos como computação gráfica para lidar com o procedimento de forma mais explícita (deixando as ataduras de lado, se é que você me entende) e explorar mais abusivamente o sofrimento das “cobaias”, a outra, o personagem de Dieter Laser, que devia se aprofundar mais quando fala de suas causas, teorias e objetivos para conseguir transmitir melhor a ideia de insanidade que seu personagem tenta passar.

Vem aqui cachorrinho, vem aqui!

Vale ressaltar que algumas cenas são realmente cômicas, como quando o médico trata a centopeia como um cachorro, e eu sinceramente não sei dizer se isso é um defeito ou não, mas risos provavelmente não podem ser levado como ponto negativo. Já que tensão, em momento algum o filme passa, porque não suprir com outra coisa?

Conclusão: Como pontos positivos, algumas cenas conseguem dar certa repulsa e a cena em que o médico explica como vai fazer o procedimento é até convincente e consegue passar certa frieza por sua parte.

Explicando a experiência como se fosse benéfica pra humanidade!

Em contrapartida, o filme não sabe exatamente qual é o seu lugar, pois é lento, não da medo e tem um mínimo nível de tensão, deixando ele entre o terror psicológico e a ficção cientifica sem se encaixar em nenhum dos dois, e é por isso que cheguei à uma conclusão, filme bom é filme que você suporta assistir varias vezes sem ficar entediado, esse não é o caso do “A Centopeia Humana”!

Direção: Tom Six

Estrelado por: Dieter Laser, Ashley C. Williams e Ashlynn Yennie.

Trailer

Vampiros (John Carpenter’s Vampires) 1998

July 5th, 2011 No comments

Review: E quando achamos que o humor testosterona estava condenado apenas para os filmes de ação de Sylvester Stallone ou Jason Statham, eis que surge um exemplar misturando vampiros, faroeste, tiroteios e diálogos pós-cena infames. Se Padre (Priest, 2011) atraiu público ao cinema para ver um longa sobre exorcismo e vampiros no faroeste, é bom saber que antes dele já havia um ótimo representante no mercado: Vampiros de John Carpenter.O que até hoje mais me impressiona é o fato de Vampiros aparentar uma produção despreocupada e simples porque, mesmo assim, ainda consegue entregar uma história gratificante para os fãs do terror. Apesar dos mais exigentes não admitirem o roteiro fácil, não dá para negar que uma trama sobre vampiros vilões ainda é bem vinda. Desde que os sanguessugas entraram em alta, Hollyhood concentra-se em mostrar o ponto de vista amigável deles. A maioria dos filmes de vampiro possui algum personagem bonzinho que, por alguma tragédia do destino, se transformou, e é justo este que irá lutar contra a sede da própria raça. É com grande orgulho que digo que este filme NÃO POSSUI VAMPIROS BONZINHOS. Valek não possui nenhum passado cheio de resentimentos e não tem remorso.Os métodos usados pelos caçadores para matar os vampiros são muito criativos, rendendo belas cenas. O único ponto baixo é o fato dos vampiros ficarem muito semelhantes a zumbis, porque não possuem quase nada de inteligência, com excessão do líder, Valek. A trajetória de perseguição ao grupo de Valek é bem contada, rendendo cenas muito boas no deserto. Há uma cena que nunca esqueci desde a infância, quando os vampiros levantam-se da terra (eles não tinham onde dormir e se enterraram, nada de caixões luxuosos). O vermelho e amarelo do dia e a fotografia azul da noite são muito importantes para dar o clima necessário nos locais desérticos, lembrando que aquilo está acontecendo longe dos olhos dos humanos. Isso é uma característica que aprecio muito nos roteiros de John Carpenter: o sigilo, afinal se há apenas poucos grupos de vampiros no mundo, não dá para se formar uma guerra. Com a quantidade de autoridades mundiais e suas armas, os sanguessugas já deveriam ser extintos, exceto se isso não ocorresse na “cara” do mundo. Os filmes de Carpenter, geralmente, narram acontecimentos isolados, assim torna mais coerente o risco dos vilões aniquilarem o pequeno grupo de humanos.A trama, apesar de cair em diálogos canastrões de James Woods, não é de toda simples. Ainda está interligada à Igreja Católica e não se trata da descrença do perigo das criaturas e sim da sua culpa na existência delas. O próprio símbolo que os vampiros tanto procuram está extremamente associado à religião: uma cruz negra. Poucas vezes vemos um vampiro ciente de que seu avanço virá de algo divino. Notem a roupa de Valek e notarão que é semelhante a uma bata de padre.

A personagem da prostituta não dialoga demais, porém sua ênfase está nas reações. Pode-se dizer que a nomeação de Sheryl Lee a atriz secundária no Saturn Awards de 1999 foi merecida. Ela chora, treme, tem visões, mas sua interpretação não parece forçada. Ela guiará os caçadores a Valek, assim como Mina na perseguição por Drácula.O desempenho do elenco é suficiente, destaque para Thomas Ian Griffith e James Woods, de fato a luta entre os dois não desaponta. Aatriz Sheryl Lee não tem muito o que fazer além de dormir e mostrar sua beleza.  Apesar de ter um orçamento mais baixo que outros filmes, Vampiros não desaponta, além de não perde o fôlego em momento algum nem poupar sangue quanto necessário.

Direção: John Carpenter.

Elenco: James Woods, Thomas Ian Griffith, Sheryl Lee, Daniel Baldwin, Maximilian Schell, Tim Guinee, Mark Boone Junior, etc.

Trailer: