Japão – Okiku, a boneca viva
“Boa tarde à todos.Antes de qualquer coisa, eu gostaria de deixar minhas sinceras condolências ao povo japonês que hoje, no dia 11 de março de 2011, sofreu um dos maiores terremotos já registrados em seu território, e um tsunami que atingiu 10 metros. E até o seguinte momento, o número de mortos é de mais de 300.”
Mas, falando em Japão, hoje, vou falar sobre Okiku, a chamada, boneca viva japonesa.
Conta a lenda, que Kikuko, uma menina de três anos de idade, adoeceu gravemente no ano de 1932. Seu irmão, estava visitando a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão), quando viu uma boneca e comprou-a para Kikuko.
A menina amou a boneca, e não largou mais dela. Em todos os momentos durante sua doença, Kikuko estava com a boneca. Mas a saúde da menina piorou, até que ela veio falecer, em janeiro de 1933.
A menina foi cremada, e como de costume, os pertences mais queridos são queimados junto com o falecido.
A família, estando muito preocupada, triste, enfim, tudo que se pode sentir num momento de dor como a morte, acabou esquecendo da boneca Okiku, a boneca tão querida por Kikuko.
Após a cremação, a boneca foi colocada junto das cinzas da criança, no oratório, onde a família rezava pela alma de Kikuko.
A família, então, guardou com carinho a boneca. Mas, algo estranho começou a acontecer. O fato foi que, com o passar do tempo, o cabelo da boneca começou a crescer.
Na década de 40, com a guerra, a família precisou fugir do país, e deixou a boneca junto com as cinzas da criança, no templo Manneji.
Chegando o fim da guerra, a família foi buscar a boneca. A família se espantou imensamente ao ver a boneca, pois o cabelo, continuava crescendo.
A pedido do irmão da menina, a boneca ficou no templo, onde foi pedido uma investigação do caso. Investigação que até hoje não gerou resultado algum.
O templo Manneji, que fica em Hokkaido, é visitado por turistas e curiosos todos os dias. Há controvérsias, mas também, há muitas certezas de que o fato é real.
O cabelo, que chegava antes aos ombros, vai até a cintura. Os lábios, que eram cerrados, estão entreabertos e úmidos, e seus olhos parecem olhar para as pessoas com expressões de quem tem vida.
Os japoneses são muito religiosos, e acreditam em vida após a morte. E tudo isso, torna a lenda cada vez mais real. A questão é você acreditar ou não.







