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Posts Tagged ‘violencia’

Vampiros (John Carpenter’s Vampires) 1998

July 5th, 2011 No comments

Review: E quando achamos que o humor testosterona estava condenado apenas para os filmes de ação de Sylvester Stallone ou Jason Statham, eis que surge um exemplar misturando vampiros, faroeste, tiroteios e diálogos pós-cena infames. Se Padre (Priest, 2011) atraiu público ao cinema para ver um longa sobre exorcismo e vampiros no faroeste, é bom saber que antes dele já havia um ótimo representante no mercado: Vampiros de John Carpenter.O que até hoje mais me impressiona é o fato de Vampiros aparentar uma produção despreocupada e simples porque, mesmo assim, ainda consegue entregar uma história gratificante para os fãs do terror. Apesar dos mais exigentes não admitirem o roteiro fácil, não dá para negar que uma trama sobre vampiros vilões ainda é bem vinda. Desde que os sanguessugas entraram em alta, Hollyhood concentra-se em mostrar o ponto de vista amigável deles. A maioria dos filmes de vampiro possui algum personagem bonzinho que, por alguma tragédia do destino, se transformou, e é justo este que irá lutar contra a sede da própria raça. É com grande orgulho que digo que este filme NÃO POSSUI VAMPIROS BONZINHOS. Valek não possui nenhum passado cheio de resentimentos e não tem remorso.Os métodos usados pelos caçadores para matar os vampiros são muito criativos, rendendo belas cenas. O único ponto baixo é o fato dos vampiros ficarem muito semelhantes a zumbis, porque não possuem quase nada de inteligência, com excessão do líder, Valek. A trajetória de perseguição ao grupo de Valek é bem contada, rendendo cenas muito boas no deserto. Há uma cena que nunca esqueci desde a infância, quando os vampiros levantam-se da terra (eles não tinham onde dormir e se enterraram, nada de caixões luxuosos). O vermelho e amarelo do dia e a fotografia azul da noite são muito importantes para dar o clima necessário nos locais desérticos, lembrando que aquilo está acontecendo longe dos olhos dos humanos. Isso é uma característica que aprecio muito nos roteiros de John Carpenter: o sigilo, afinal se há apenas poucos grupos de vampiros no mundo, não dá para se formar uma guerra. Com a quantidade de autoridades mundiais e suas armas, os sanguessugas já deveriam ser extintos, exceto se isso não ocorresse na “cara” do mundo. Os filmes de Carpenter, geralmente, narram acontecimentos isolados, assim torna mais coerente o risco dos vilões aniquilarem o pequeno grupo de humanos.A trama, apesar de cair em diálogos canastrões de James Woods, não é de toda simples. Ainda está interligada à Igreja Católica e não se trata da descrença do perigo das criaturas e sim da sua culpa na existência delas. O próprio símbolo que os vampiros tanto procuram está extremamente associado à religião: uma cruz negra. Poucas vezes vemos um vampiro ciente de que seu avanço virá de algo divino. Notem a roupa de Valek e notarão que é semelhante a uma bata de padre.

A personagem da prostituta não dialoga demais, porém sua ênfase está nas reações. Pode-se dizer que a nomeação de Sheryl Lee a atriz secundária no Saturn Awards de 1999 foi merecida. Ela chora, treme, tem visões, mas sua interpretação não parece forçada. Ela guiará os caçadores a Valek, assim como Mina na perseguição por Drácula.O desempenho do elenco é suficiente, destaque para Thomas Ian Griffith e James Woods, de fato a luta entre os dois não desaponta. Aatriz Sheryl Lee não tem muito o que fazer além de dormir e mostrar sua beleza.  Apesar de ter um orçamento mais baixo que outros filmes, Vampiros não desaponta, além de não perde o fôlego em momento algum nem poupar sangue quanto necessário.

Direção: John Carpenter.

Elenco: James Woods, Thomas Ian Griffith, Sheryl Lee, Daniel Baldwin, Maximilian Schell, Tim Guinee, Mark Boone Junior, etc.

Trailer:

Livro – Celular (Cell – 2007) Stephen King

February 28th, 2011 No comments

Já faz muitos anos desde que li meu primeiro livro de horror, o qual me recordo muito bem detalhadamente cada capítulo, cada página e cada frase que me renderam algumas noites sem dormir, e mudou todo meu conceito de “horror”. O livro em questão, é “A Coisa (1986)” de Stephen King. Foi o suficiente para que virasse um fã absoluto do autor, acompanhado de um grande trauma por palhaços (Pretendo falar sobre “A Coisa” em um futuro post). Desde então, na década que se seguiu, venho acompanhando todo tipo de obra feita por S.K. e dificilmente encontrei uma que deixasse algo a desejar.
Há alguns anos atrás, King dava indícios de uma possível aposentadoria, pra desespero de seus maiores fãs, e após sofrer um grave acidente que afetou toda sua vida pessoal e profissional, ele finalmente terminou de escrever sua série “A Torre Negra” , em sete volumes (A qual pretendo falar também em um post futuro), e isso fez com que desistisse de sua tão temida aposentadoria e ganhasse um novo gás pra escrever novas obras. Foi aí que surgiu “Celular”.

Sempre fui apaixonado pela temática pós-apocalíptica e todas as mais variadas formas de como o mundo terminaria, mas a que mais me apaixonou sempre, foi o apocalipse zumbi. “Celular” apesar do nome, trata exatamente desse assunto que muitos adoram, e deu uma nova dimensão ao que já era puro terror: os zumbis de King são inteligentes !

O evento conhecido como “O Pulso” ocorreu no dia 1° de outubro, enquanto Clay Ridell, um jovem escritor e desenhista de quadrinhos, caminha feliz e tranquilamente pelas ruas de Boston logo após fechar contrato com uma editora. Um sorvete parecia o ideal para comemorar essa vitória em sua vida. Tudo muda quando Clay percebe algo errado à sua volta, e tão rápido como um estalar de dedos, pessoas aparentemente normais são acometidas a loucura violenta. Crianças, homens e mulheres matando uns aos outros brutalmente, insanidades bestiais e primitivas, carros se chocando contra a parede e postes, aviões despencando do céu. E tudo o que essas pessoas tinham em comum entre si, era que todas estavam usando o celular, no momento em que enlouqueceram.

Clay se vê em meio à toda essa cena bizarra e sangrenta sem a mínima idéia do que pode estar acontecendo e então, começa sua jornada de sobrevivência.
Durante essa jornada, conhece Tom McCourt, um gay gordo que mora sozinho, cujo gato havia quebrado seu aparelho celular dias antes. Mais tarde, os dois salvam a jovem de 15 anos Alice Maxwell de um ataque de sua própria mãe. E os três juntos, formam o núcleo de protagonistas de “Celular”.

O livro é escrito em um ritmo extremamente frenético e intenso, sem rodeios, sempre com alguma coisa acontecendo que prende por horas a atenção do leitor, ao mesmo tempo que é muito detalhista, como sempre são os livros de King, mas um ponto me chamou mais a atenção nessa obra. É a forma como foi desenvolvida a trama e a forma como ela é explicada e contada: Você não sabe nada mais, nada menos do que somente aquilo que os personagens sabem, ou seja, você está totalmente no ponto de vista deles, você tem as mesmas dúvidas, as mesmas respostas, os mesmos medos e ansiedades que eles têm e isso faz o leitor sentir muito mais o clima pesado e sombrio do livro.

Durante todo o desenrolar da história, percebemos uma certa “evolução” no comportamento dos afetados pelo “Pulso”, que começam a agir de forma mais organizada e a demonstrar certos comportamentos mais humanos e sensos coletivos. Isso leva a muitas especulações e discussões por parte dos personagens do porquê de tudo ter acontecido e do rumo que tudo isso vai tomar. Explicações científicas e sensos comuns são debatidos e analisados a todo o momento, o que leva o leitor a raciocinar e pensar junto com os personagens. O que foi o pulso ? O que gerou o pulso? De onde veio ? Quem o enviou e por quê ? São perguntas que não saem da mente do leitor durante todo o livro. Respostas estas, que nossos protagonistas tentam encontrar, ao mesmo tempo em que procuram desesperadamente pelo filho de Clay.

Posso dizer com toda a certeza que “Celular” foi um dos melhores livros que já li, e recomendo fortemente para todos os amantes dos gêneros zumbi, pós-apocalipse,  ou simplesmente suspense e terror.  Uma grande obra de um grande escritor.

O mestre do terror, Stephen King.

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Viagem Macabra (Break) 2009

December 26th, 2010 No comments


Crítica: De início, parece que eu estava prestes a assistir mais um road movie descontraído e violento, logo descubro que de road movie estamos certos, mas descontraído e violento é duvidoso. É claro, o filme não é o pior do mundo, mas mesmo assim não fica longe disso, já que tudo o que pode se considerar ponto positivo em um filme ele não tem, a história mostra um grupo de mulheres viajando para se distrair que acabam sendo perseguidas por dois assassinos de aparência estranha que usam armas e facas para matar, já aí vemos que originalidade não é o forte do filme, mas eu tomei força e assisti até o final, uma hora e vinte de vida perdidos, então, mesmo que nosso objetivo seja divulgar e incentivar as pessoas a assistirem filmes bons e ruins pra formar uma opinião própria sobre os mesmos, esse é o primeiro filme que posto no site que NÃO recomendo que percam tempo assistindo-o!

Direção: Matthias Olof Eich

Elenco: Annette Kreft, Christian Jungwirth, Esther Maaß, Lili Schackert, Marina Anna Eich, Meelah Adams, Patrick Jahns,Ralph Willmann, Sebastian Badenberg e Thelma Buabeng.

Trailer